O desafio posto a todos nós educadores, enquanto formadores de novos profissionais, é contribuir para a construção de um novo projeto educativo, uma nova formulação pedagógica à altura das exigências e carências do mundo contemporâneo. É papel, de todos aqueles, de fato, comprometidos com a melhoria e redesenhamento da nova ordem mundial, no contexto sócio-político-histórico-cultural e educacional do nosso País.
Entretanto, a educação não pode ser dissociada, em seus conceitos, no que diz respeito às disciplinas, níveis e modalidades de ensino, haja vista que a aprendizagem é um processo contínuo que se inicia com o nascimento do indivíduo e continua por toda a sua vida.
O ato de educar não pode ser realizado de forma individualista, ou seja, não pode ocorrer isoladamente. A educação deve ocorrer de forma a englobar todo o ambiente onde ela se dá, especificando-se ao desenvolvimento individual do aluno e suas necessidades cognitivas.
Durante o processo ensino-aprendizagem toda a comunidade escolar, que engloba: alunos, professores, equipe administrativa, equipe técnica, pais e comunidade, devem participar efetivamente deste referido processo, com o intuito de enriquecê-lo. Uma forma efetiva de ocorrer esta participação é através do Projeto Político Pedagógico da Instituição que deve ser elaborado respeitando os princípios éticos e educacionais aos quais a escola se propõe, contando com o apoio da comunidade escolar, na expectativa da formação do aluno/cidadão.
A educação proposta deve levar em conta a natureza individual de cada aluno, buscando o seu pleno desenvolvimento cognitivo, motor e físico. Desta forma, faz-se necessária a relação entre escola e sociedade onde esta está inserida, sendo que a educação se dá em toda a amplitude das situações que produzem ou provocam aprendizagem.
A verdadeira aprendizagem fundamentada na educação deve ser uma aprendizagem transformadora, que promova o saber e à práxis que é caracterizada como a contínua conversão do conhecimento em ação transformadora e da ação transformadora em conhecimento.
Acreditamos, então, que a aprendizagem deva acontecer num ambiente cooperativo onde todo o sistema tenha a oportunidade de participar e dar sua contribuição para a formação dos conceitos que efetivamente formarão o cidadão capaz de exercer seu papel de construtor e modificador da sociedade onde está inserido.
Devemos compreender, que todo sistema educacional possui um objetivo, embora às vezes seja difícil identificá-lo, pois não estamos acostumados a vê-lo como ele realmente é, ou seja, a educação formadora de indivíduos para a atuação cidadã na sociedade.
Um sistema consiste de componentes, entidades, partes ou elementos - embora também possam ser vistos como sub-sistemas, e as relações entre eles. O certo é que a integração entre tais componentes pode se dar por fluxo de informações, matéria, energia.
Desta forma, compreendemos que a educação deve constituir-se de um todo articulado que auxilie o aluno na construção de seu conhecimento de forma que este o direcione para sua plena inserção na sociedade como cidadão.
domingo, 29 de março de 2009
RELAÇÃO ENTRE IDENTIDADE E CULTURA
A identidade sócio-cultural no Brasil é muito diversificada. Não existe apenas uma, mesmo quando analisamos um município tão pequeno como é o de Afonso Cláudio, embora possamos falar em identidade cultural brasileira, fica perceptível em cada ambiente observado a pluralidade contida neste conceito. É mesmo uma riqueza a possibilidade de convivência que nosso município oferece em termos de costumes, hábitos, religiões, culinárias, sotaques, etc.
Precisamos conhecer melhor nossa realidade para celebrarmos nossa cultura. As diferenças são grandes, tanto pela vastidão do nosso território como pelas realidades tão variadas, fato que não deve impedir nossa harmonia enquanto povo. O respeito é fundamental para que possamos acabar com os preconceitos. Só pelo conhecimento isso é possível.
Para isso propomos uma discussão com estes indivíduos a fim de conhecer os vários significados de cultura e identidade e sua importância para entendimento dos valores e costumes das culturas locais, regionais e nacionais, no processo histórico da sociedade Afonso-claudense e nacional.
Gostaríamos de ressaltar que para que melhor conheçamos a nossa cultura e possamos identificar a identidade cultural da comunidade da qual fazemos parte sem, contudo, agirmos etnocentricamente, necessitamos de realizar uma reflexão sobre a cultura brasileira e despertar a consciência de que somos nós que construímos essa história em cada instante de nossas vidas.
Todos nós temos cultura e a nossa convivência diária cria e recria os valores culturais constantemente. Em todos os setores da vida estão presentes aspectos culturais que dizem respeito a maneira como pensamos o mundo e transformamos em coisas concretas como estratégias de sobrevivência.
Desta forma, notamos que os povos possuem maneiras diferentes de expressar sua cultura. A realidade encontrada no nosso ambiente é muito diversificada, observamos que cada época tem os seus produtos culturais e estes, muitas vezes, são esquecidos ou deixados de lado, devido à miscigenação dos povos e a falta de incentivo sócio-cultural de preservação e manutenção da identidade cultural.
Compreendemos, através de análises que a realidade da vida em sociedade pela arte, religião, esporte e todas as formas de conhecimento, é marcada pela cultura de cada povo que se traduz de maneira representativa, ou seja, nós construímos no nosso imaginário, maneiras de viver que expressam o nosso pensamento, a nossa paixão, a nossa raiva que configuram as preferências pessoais e sociais de um modo geral.
Os jovens lutam para construírem a sua identidade e se fazerem presentes dentro da sociedade da qual fazem parte, entretanto, se não houverem incentivos sócio-culturais, dificilmente estes jovens terão orgulho de disseminarem sua cultura, bem como os costumes próprios à mesma, formando assim a sua identidade cultural.
Precisamos conhecer melhor nossa realidade para celebrarmos nossa cultura. As diferenças são grandes, tanto pela vastidão do nosso território como pelas realidades tão variadas, fato que não deve impedir nossa harmonia enquanto povo. O respeito é fundamental para que possamos acabar com os preconceitos. Só pelo conhecimento isso é possível.
Para isso propomos uma discussão com estes indivíduos a fim de conhecer os vários significados de cultura e identidade e sua importância para entendimento dos valores e costumes das culturas locais, regionais e nacionais, no processo histórico da sociedade Afonso-claudense e nacional.
Gostaríamos de ressaltar que para que melhor conheçamos a nossa cultura e possamos identificar a identidade cultural da comunidade da qual fazemos parte sem, contudo, agirmos etnocentricamente, necessitamos de realizar uma reflexão sobre a cultura brasileira e despertar a consciência de que somos nós que construímos essa história em cada instante de nossas vidas.
Todos nós temos cultura e a nossa convivência diária cria e recria os valores culturais constantemente. Em todos os setores da vida estão presentes aspectos culturais que dizem respeito a maneira como pensamos o mundo e transformamos em coisas concretas como estratégias de sobrevivência.
Desta forma, notamos que os povos possuem maneiras diferentes de expressar sua cultura. A realidade encontrada no nosso ambiente é muito diversificada, observamos que cada época tem os seus produtos culturais e estes, muitas vezes, são esquecidos ou deixados de lado, devido à miscigenação dos povos e a falta de incentivo sócio-cultural de preservação e manutenção da identidade cultural.
Compreendemos, através de análises que a realidade da vida em sociedade pela arte, religião, esporte e todas as formas de conhecimento, é marcada pela cultura de cada povo que se traduz de maneira representativa, ou seja, nós construímos no nosso imaginário, maneiras de viver que expressam o nosso pensamento, a nossa paixão, a nossa raiva que configuram as preferências pessoais e sociais de um modo geral.
Os jovens lutam para construírem a sua identidade e se fazerem presentes dentro da sociedade da qual fazem parte, entretanto, se não houverem incentivos sócio-culturais, dificilmente estes jovens terão orgulho de disseminarem sua cultura, bem como os costumes próprios à mesma, formando assim a sua identidade cultural.
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Cenas do dia-a-dia
Outro dia fiquei sabendo que um homem furou um buraco na parede de uma igreja e entrou dentro dela, revirando todo o seu interior em busca de algo; não encontrando, pulou um muro e subiu as escadas da casa do caseiro daquela igreja e bateu à porta. A esposa do caseiro atendeu e perguntou o que ele queria e o mesmo disse que queria apenas lugar para passar a noite. Ela não abriu a porta e insistiu para que ele fosse embora. Sem ter o que fazer, o homem desceu às escadas, pulou o muro, atravessou a igreja deserta, passou novamente pelo buraco na parede e se foi...
Algumas pessoas aconcelharam a mulher do caseiro a chamar a polícia, mas ela não achou necessário.
Você deve estar esperando um desfecho trágico para esta história, mas não houve nenhum desfecho trágico, o fim foi este mesmo, o homem foi embora e a mulher do caseiro não chamou a polícia. Simples assim.
Infelizmente, na maioria dos casos isso não acontece. Um dos desfechos trágicos para essa história poderia ser o homem forçar a entrada da casa, assim como fez com a igreja, entrando na residência, cometendo roubo e causando algum mal àquela mulher que se recusou a dar-lhe abrigo numa noite fria... Geralmente é esta linha que os acontecimentos seguem.
E são pensamentos assim que fazem-nos nos recolhermos as nossas casas cedo; que impedem os jovens de namorar dentro do carro, à noite, no portão da casa da moça. São atitudes como a que nós imaginamos que aconteceriam com a mulher do caseiro que nos impedem de dar um prato de comida àquele mendigo que bateu à nossa porta, ou melhor, portão de grades, que fica em um muro alto e cheio de cacos de vidros, impedindo aos intrusos de entrarem...
São pensamentos assim e imagens como as que presenciamos durante toda a semana daquele assaltante que invadiu uma residência com uma mãe de família e seus três filhos de 03, 06 e 10 anos de idade. O sequestro durou mais de três dias, a polícia cortou a água a energia e o telefone da residência tentando minar as forças do bandido. E as forças da mãe? E as forças das crianças? E a força das famílias envolvidas e em suspense pelo sequestro?
"Nós cidadãos estamos presos em nossas próprias casas, enquanto os bandidos
estão livres pelas ruas!"
estão livres pelas ruas!"
Esta célebre fase, tão dita pelas ruas, ganha força a cada dia, a cada ato violento, a cada visita indesejada no meio da noite, a cada assalto a jovens namorados, a cada...
E nós, o que fazemos diante desta situação?
Escondemo-nos. Adaptamos-nos à triste realidade, aumentamos nossos muros, acrescentamos grades e portões de aço, impedimos nossos filhos de brincar de bola na rua, colocamos em nossos quintaes cães assassinos que ao mesmo tempo que podem atacar algum intruso podem atacar nossos filhos, amigos, familiares.
Achamos normal não podermos sentar à calçada numa tarde de primavera para saber sobre as novidades dos vizinhos, acostumamos a não saber nada sobre os nossos visinhos, muitas vezes nem seus nomes... Acostumamos a nos isolar, formar nossa ilha particular...
Acostumar a atitudes de medo e reclusão não pode ser costumeiro em nossas vidas, não podemos nos tornar reféns do medo e da violência, não podemos nos afastar de nossos vizinhos. Precisamos nos unir, achar um absurdo um louco fazer mãe e três crianças reféns por período tão longo, e fazer algo para mudar esta realidade, não apenas ficar chocado diante da televisão ou do jornal de domingo com inúmeras notícias de crimes de final de semana. Precisamos não apenas levantar a bandeira da paz, mas arregaçar as mangas e colocar a mão na massa para reverter a situação a nosso favor.
Então surge a pergunta: "Mas o que fazer? O que posso eu, sinples cidadã, diante de bandidos treinados e maquiavélicos, preparados para morrer ou morrer?"
Bom, esta resposta cabe a cada um de nós. Aquela outra célebre frase que diz que "se cada um fizer a sua parte, as coisas melhoram", é válida também para esta realidade. O bandido que entrou naquela residência, um dia foi criança como aquelas às quais ele fez refém... mas como será que foi sua infância? Será que teve uma escola acolhedora para ensinar-lhe os princípios sociais, ou foi uma daquelas escolas que mais excluem que ensinam? Será que os professores diante da sua rebeldia de adolescencia chamaram-no para conversar e tentaram compreender seus problemas e angúsias típicas da idade e da situação social e familiar pela qual passava, ou simplesmente lhe deram uma suspensão e o mandaram para a rua? Será que as pessoas que passaram pela sua infância e juventude lhe mostraram que mesmo que a vida seja dura e os resultados demorem a acontecer é melhor ser honesto, é melhor ser digno, é melhor ser cidadão descente do que um criminoso que traumatiza crianças, mata idosos pelo rendimento de seu aposento, ou trafica drogas?
Eu realmente não tenho as resposta para estas questões. Tenho, na verdade, muitas outras questões procurando respostas...
Procuro fazer minha parte, mas ainda não sei se está dando certo...
E você, topa engrossar minha fileira e fazer a sua também?
terça-feira, 24 de abril de 2007
Como é bom ler e escrever...
Sempre gostei de ler e escrever! Acho até que isto deveria ser natural no ser humano, como respirar, comer e beber...
Mas quanto mais o tempo passa, percebo que ler e escrever não fazem parte do cotidiano das pessoas 'normais'. Isso porque aqueles que tiram dias inteiros para ficarem estirados numa poltrona confortável apenas lendo um bom livro, ou revista, ou artigo, geralmente não são bem vista por aqueles tantos outros que desanimam até de ler as manchetes do jornal de domingo.
Não sei bem esplicar porque isso acontece. Os mais drasticos diriam que são as facilidades do mundo audio visual que fazem com que as pessoas tem preguissa de ler, mas eu acredito mesmo que isto seja uma deficiência que se forma ainda na infância e que não é detectada pelos professores, pais e responsáveis e, sem tratamento, torna-se difícil de ser curada.
Este seria um forte responsável pelo Brasil ter, atualmente, um número tão grande de analfabetos funcionais, aqueles que sabem ler e escrever, mas não sabem o significado que leem ou escrevem.
Minha história como leitora é antiga, minha mãe é professora pública aposentada e os livros faziam parte da minha casa, como se fossem cadeiras, mesas, bonecas, etc. O meu pais, um militar também aposentado, sempre que podia estava com um livro enfiado na cara, sem contar o jornal que devorava página por página todos os dias. E eu, que quando adolenscente não era nada sociável, vivia enfiada na biblioteca da escola procurando algo de interessante para ler. Na verdade foi isso que me fazia ver nos livros um mundo totalmente novo e aberto a possibilidades e aventuras. Quando criança não invejava de minhas amigas as bonecas caras ou os brinquedos modernos, invejava as coleções de livros infantis que elas tinham...
Acho que isso de ler tudo está mesmo no sangue...
Mas deveria mesmo é estar na mente, no coração, nos olhos...
Ah, o escrever... bom, escrever é conseqüência de ler... quem muito lê, logo sente vontade de por no papel o que povoa a sua mente. Mesmo sem muita desenvoltura, ou técnicas, ou português correto... a idéia é pegar um pedaço de papel e ir traçando nele o que vem pela mente e, assim, montar um texto, uma crônica, uma história, um livro...
Amigo, como é bom ler e escrever...
Mas quanto mais o tempo passa, percebo que ler e escrever não fazem parte do cotidiano das pessoas 'normais'. Isso porque aqueles que tiram dias inteiros para ficarem estirados numa poltrona confortável apenas lendo um bom livro, ou revista, ou artigo, geralmente não são bem vista por aqueles tantos outros que desanimam até de ler as manchetes do jornal de domingo.
Não sei bem esplicar porque isso acontece. Os mais drasticos diriam que são as facilidades do mundo audio visual que fazem com que as pessoas tem preguissa de ler, mas eu acredito mesmo que isto seja uma deficiência que se forma ainda na infância e que não é detectada pelos professores, pais e responsáveis e, sem tratamento, torna-se difícil de ser curada.
Este seria um forte responsável pelo Brasil ter, atualmente, um número tão grande de analfabetos funcionais, aqueles que sabem ler e escrever, mas não sabem o significado que leem ou escrevem.
Minha história como leitora é antiga, minha mãe é professora pública aposentada e os livros faziam parte da minha casa, como se fossem cadeiras, mesas, bonecas, etc. O meu pais, um militar também aposentado, sempre que podia estava com um livro enfiado na cara, sem contar o jornal que devorava página por página todos os dias. E eu, que quando adolenscente não era nada sociável, vivia enfiada na biblioteca da escola procurando algo de interessante para ler. Na verdade foi isso que me fazia ver nos livros um mundo totalmente novo e aberto a possibilidades e aventuras. Quando criança não invejava de minhas amigas as bonecas caras ou os brinquedos modernos, invejava as coleções de livros infantis que elas tinham...
Acho que isso de ler tudo está mesmo no sangue...
Mas deveria mesmo é estar na mente, no coração, nos olhos...
Ah, o escrever... bom, escrever é conseqüência de ler... quem muito lê, logo sente vontade de por no papel o que povoa a sua mente. Mesmo sem muita desenvoltura, ou técnicas, ou português correto... a idéia é pegar um pedaço de papel e ir traçando nele o que vem pela mente e, assim, montar um texto, uma crônica, uma história, um livro...
Amigo, como é bom ler e escrever...
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