domingo, 4 de julho de 2010

SEGREDOS


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Quando era criança gostava de assistir o desenho do ‘Snoopy’, pois me identificava muito com a personagem do Charlie Brown onde tudo dava errado. Lembro-me de um episódio onde uma das personagens do desenho tentava consolá-lo por mais uma vez não ter conseguido o amor da ‘Menina Ruiva’, seu amor platônico. A personagem disse que era melhor sofrer por um amor perdido que sofrer por nuca ter tido um amor. Charlie Brown fechava a cena dizendo: “que puxa”.
Fui crescendo e analisando a frase. Invariavelmente o amor nos faz sofrer. Ou no início, quando ele não é correspondido, ou no final quando ele não existe mais e não temos forças (ou coragem) para deixá-lo ir.
Entretanto, na minha caminhada, fui elaborando minhas próprias teorias sobre o amor e o amar. Constatei, que na verdade, tudo que fazemos, somos e nos transformamos, é em busca de um algo a mais, algo que nos complete ao mesmo tempo em que nos individualize; algo que nos adicione ao mesmo tempo em que possamos dividir. Algo maior que nós mesmos que nós não possamos controlar, mesmo que esse seja um de nossos fins, mas que acima de tudo nos controle, nos entorpeça, nos satisfaça, nos torne plenos.
Nas minhas andanças não consegui encontrar a resposta para como não sofrer no amor, mas descobri que se desocuparmos o nosso coração de toda mágoa, ressentimento e desejos supérfluos, se em nossa busca pelo amor o buscarmos em alguém que caminhe lado a lado conosco, se tentarmos fazer essa pessoa feliz, sem sufocar ou creditar a ela nossa própria felicidade, se formos nós mesmos, sem disfarces, sem subterfúgios, se formos simples de coração e espírito, talvez encontremos um amor que nos faça sofrer menos, aquele que ainda não encontramos, que complete a nossa razão de viver e que nos faça esquecer todas as dores causadas pelos outros amores.
Se procurarmos direitinho, encontraremos um amor que nos faça bem, que sorria e nos abrace quando chorarmos, que nos faça cócegas quando estivermos bravos e que segure nossas mãos quando tivermos medo.
Pode ser que mesmo assim ele nos faça sofrer, mas antes nos fará muito felizes (ou não!?).

4 comentários:

  1. Lindas palavras, Patrícia!
    O clipe do Frejat demonstra perfeitamente a nossa vida, ou seja, uma constante busca do amor sem jamais desistir.
    E o seu texto é a perfeita tradução para essa caminhada...
    Bjão!

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  2. Acho que estou precisando de uma lupa... rs
    Parece ser tão simples o que procuramos, não é mesmo? Quem é que complica? rs... 'que puxa!!'

    Bjs, meu anjo!

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  3. Ai, ai, ai... Concluiu sem concluir, né? Típico de uma "pensadora" como vc... Rsrsrsrs

    Sabe qual é o problema do amor? Ele deveria ser para o outro e não pra mim. Deveríamos amar não pra sermos felizes, pra nos realizar, pra nos completar, mas para que o outro tenha tudo isso. Dessa forma teríamos tbm. Amor é doação, é entrega, é sair de nós mesmos e ir, com tudo o que somos, em direção ao outro.
    O problema é que muitos amam mais aos outros que a si. Deus disse "amar o próximo COMO a ti mesmo", não MAIS, nem MENOS...

    Mais uma vez: equilíbrio é fundamental!
    E, como vc sabe: eu acredito no amor!!!! Sei que as relações são complexas, difíceis, dolorosas, mas sei que podem dar certo...
    O "inferno" não é o outro. É a gente não ter outros na vida...

    Bj, minha amiga, e pra vc: meu carinho, meu respeito e meu amor

    Deus abençoe...

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  4. São carinhos como esse que não deixam que a fraca chama se apague definitivamente e faça com que eu desacredite totalmente no tal amor.

    Bjo carinhoso a vcs, meus amigos (velados ou não).

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