Desde pequenos ouvimos dizer que a vida nos ensina diversas lições ao longo de nossa jornada. Nos meus pouco mais de 30 anos de vida, tenho aprendido diversas lições, que me trouxeram até aqui e me transformaram na pessoa que sou hoje. Se boa ou ruim não cabe a eu julgar, e sim aqueles que convivem comigo, mas muitas lições ainda tenho que aprender para que minha vivência se torne mais “pacífica” e agradável tanto a mim mesma,quanto àqueles que convivem comigo.
Seguindo o estilo das listagens aqui apresentadas nas últimas edições, mostrarei a seguir uma lista de lições que ainda pretendo aprender em minha vida, objetivando relacionamentos mais agradáveis, vivências mais tranqüilas e uma jornada sem muitos altos e baixos, se bem que acho que os altos e baixos fazem parte dos ensinamentos e, consequentemente da vida.
1. Deixar de usa a frase: “eu não disse?”. Isso soa muito autoritário, e não quero apresentar esta imagem, pois realmente não sou assim. Gosto de relacionamentos bilaterais, onde uns aprendem com os outros.
2. Não insistir quando uma pessoa não quiser falar sobre algo. Esta é simples, tem haver com controlar a ansiedade, quando a pessoa quiser dizer o que a incomoda dirá, sem que eu insista. Mas tem meu lado altruísta que vive querendo falar mais alto... veremos...
3. Amar ao próximo COMO a ti mesmo. Acho que está será muito difícil, pois tenho o péssimo hábito de colocar o bem estar dos outros acima do meu. Na verdade me sinto bem em fazer o bem. A felicidade que proporciono aos outros também me deixa feliz, mas quando este outro me vira as costas deixa um gostinho amargo, principalmente se este sempre esteve acima de mim em minhas preferências e necessidades.
4. Aprender a hora e a vez das brincadeiras. Nem sempre tenho bom senso (apesar desta ser uma de minhas virtudes) e em dados momentos faço brincadeiras desapropriadas em momentos inoportunos o que causa desconforto tanto a mim quanto àqueles com quem brinco.
5. Aprender a hora certa de me calar. Esta tem haver com o número dois, só que é mais abrangente, pois inclui falar mesmo quando sou questionada a dar minha opinião. Uma vez uma pessoa me disse que minhas “verdades” eram cruéis; no momento não compreendi, mas hoje analiso que nem sempre estamos preparados para ouvir a verdade e, neste momento elas se tornam cruéis e machucam.
Para iniciar estão boas estas 05 lições, mas com certeza no decorrer dos dias notarei a necessidade de mais algumas e não hesitarem em compartilhá-las com quem desejar. Pode ser que além de aprender, eu possa ensinar... aí sim as lições serão mais abrangentes, pois deixarão de ocupar o posto de apenas minhas para assumirem o lugar de destaque na vida da humanidade.
terça-feira, 26 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
REGRAS PARA O MEU FUNERAL
Ontem faleceu a avó de uma grande amiga (“grande” dependendo do ângulo). Quando estávamos no velório que varou a noite, entrou pela madrugada e terminou apenas no meio da tarde do outro dia, esta minha amiga fez o seguinte comentário: “os homens têm rituais estranhos, neh?”, eu apenas concordei... mas fui obrigada a refletir sobre o assunto e escrever estas regras para o meu funeral, haja vista que não sei quando ele será realizado, que provavelmente não poderei opinar sobre o mesmo e, na verdade, não tenho a menor idéia de quem irá organizá-lo.
Portanto, se eu conseguir construir alguma fortuna nesta minha vida terrena, aquele que quiser herdá-la terá que cumprir com as regras aqui dispostas, com pena de não usufruir dos meus bens em vida, além de correr o risco de ser atormentado por mim (ou meu espectro) pelo resto da mesma.
Desta forma, seguem abaixo as regras para o meu funeral:
1. Não quero ser velada à noite. Nada de velórios que atravessem a noite, a madrugada, etc. Independente da hora que eu morrer, se for no final da tarde, a noite ou mesmo de madrugada, deixem meu corpo na funerária e comecem o velório apenas após as 7h da manhã.
2. Comprar o caixão mais barato. Nada de caixões de madeiras nobres, com visores, e coisas deste tipo que encarecem a urna funerária. Economizem o dinheiro para as flores, gosto muito de flores, principalmente as do campo, mas também precisarão de pessoas para carregá-las e não sei se haverão tantas assim, então que as flores sejam proporcionais ao número de pessoas em meu funeral.
3. Por favor!!! Nada de féretro à pé pelas ruas. Isso causa muito transtorno na cidade, principalmente em determinadas horas do dia. Portanto que meu corpo vá no carro da funerária de terceira ou quarta marcha e os que quiserem me acompanhar q vão em seus carros, ou de carona com os amigos até a igreja e depois até o cemitério. No caso das flores, no item 2, podem economizá-las para alugar um ônibus, se for o caso, mas nada de ir de vagar e atrapalhar o trânsito.
4. Gostaria de ser enterrada no cemitério de Três Pontões, ao lado do Cleidson, mas se não for possível, esta é uma cláusula variável, pode ser junto com minha mãe e meu avô.
5. Colocar flores em meu túmulo em todas as datas especiais, tipo aniversário, dia das mães (isto é para minha filha), dia dos amigos, natal, etc.
6. Na cerimônia religiosa não quero ninguém chorando, quero que contem coisas engraçadas sobre mim, que façam uma pregação sobre a vida, que leiam Coríntios 13 e que cantem músicas alegres e de agradecimento a Deus pelas inúmeras bênçãos que recebi na vida.
Bom, apensar do que eu mesma pensei, até que não são muitas regras, tão pouco são difíceis de cumprir, portanto aguardo a compreensão de todos para que minhas últimas vontades sejam cumpridas, para que tanto eu quanto vocês tenhamos paz.
Portanto, se eu conseguir construir alguma fortuna nesta minha vida terrena, aquele que quiser herdá-la terá que cumprir com as regras aqui dispostas, com pena de não usufruir dos meus bens em vida, além de correr o risco de ser atormentado por mim (ou meu espectro) pelo resto da mesma.
Desta forma, seguem abaixo as regras para o meu funeral:
1. Não quero ser velada à noite. Nada de velórios que atravessem a noite, a madrugada, etc. Independente da hora que eu morrer, se for no final da tarde, a noite ou mesmo de madrugada, deixem meu corpo na funerária e comecem o velório apenas após as 7h da manhã.
2. Comprar o caixão mais barato. Nada de caixões de madeiras nobres, com visores, e coisas deste tipo que encarecem a urna funerária. Economizem o dinheiro para as flores, gosto muito de flores, principalmente as do campo, mas também precisarão de pessoas para carregá-las e não sei se haverão tantas assim, então que as flores sejam proporcionais ao número de pessoas em meu funeral.
3. Por favor!!! Nada de féretro à pé pelas ruas. Isso causa muito transtorno na cidade, principalmente em determinadas horas do dia. Portanto que meu corpo vá no carro da funerária de terceira ou quarta marcha e os que quiserem me acompanhar q vão em seus carros, ou de carona com os amigos até a igreja e depois até o cemitério. No caso das flores, no item 2, podem economizá-las para alugar um ônibus, se for o caso, mas nada de ir de vagar e atrapalhar o trânsito.
4. Gostaria de ser enterrada no cemitério de Três Pontões, ao lado do Cleidson, mas se não for possível, esta é uma cláusula variável, pode ser junto com minha mãe e meu avô.
5. Colocar flores em meu túmulo em todas as datas especiais, tipo aniversário, dia das mães (isto é para minha filha), dia dos amigos, natal, etc.
6. Na cerimônia religiosa não quero ninguém chorando, quero que contem coisas engraçadas sobre mim, que façam uma pregação sobre a vida, que leiam Coríntios 13 e que cantem músicas alegres e de agradecimento a Deus pelas inúmeras bênçãos que recebi na vida.
Bom, apensar do que eu mesma pensei, até que não são muitas regras, tão pouco são difíceis de cumprir, portanto aguardo a compreensão de todos para que minhas últimas vontades sejam cumpridas, para que tanto eu quanto vocês tenhamos paz.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
RENASCIMENTO
Em meus pensamentos sempre faço analogias a respeito de outras épocas da história, hábitos, costumes, cultura, sociedade, etc. Entretanto, nunca me imaginei vivendo em uma outra época...
Se eu tivesse nascido na Idade Média realmente seria um desafio, principalmente se eu tivesse o espírito que tenho hoje, pois imagina só, uma pessoa que não concorda com a vida como é nos dias de hoje, com as relações pessoais como são tratadas hoje, com a hipocrisia das pessoas hoje, conseguiria viver, ou sobreviver, na “Era das Trevas”?
Com certeza seria queimada em alguma fogueira como bruxa, ou ocorreria algo parecido comigo a respeito das críticas que faria, dos problemas que causaria e das confusões acerca do meu jeito de ser e pensar...
Também não consigo prever como seria minha educação naquela época, tendo em vista meu passado real, cuja família possui um castelo na Alemanha, o castelo de Lerbarch, provavelmente eu faria parte da classe dos nobres e receberia uma educação privilegiada proporcionada pelo clero, assim, acredito que seria mais nojenta ainda do que sou hoje.
Consegui fazer você rir? Espero que sim, porque realmente nunca me imaginei em outra época e vou pensar a respeito e fazer esta tarefa em outro momento. A próxima etapa do nosso desafio é uma análise futurista da minha realidade atual, acho que vai ser mais fácil escrever assim.
Espero que goste deste texto porque escrevi com muito carinho para você, "meu anjo sem asas". Um grande beijo e um abraço bem carinhoso. Te amo!
Patrícia Lerbarch
22 de abril de 2009
20h41min
Se eu tivesse nascido na Idade Média realmente seria um desafio, principalmente se eu tivesse o espírito que tenho hoje, pois imagina só, uma pessoa que não concorda com a vida como é nos dias de hoje, com as relações pessoais como são tratadas hoje, com a hipocrisia das pessoas hoje, conseguiria viver, ou sobreviver, na “Era das Trevas”?
Com certeza seria queimada em alguma fogueira como bruxa, ou ocorreria algo parecido comigo a respeito das críticas que faria, dos problemas que causaria e das confusões acerca do meu jeito de ser e pensar...
Também não consigo prever como seria minha educação naquela época, tendo em vista meu passado real, cuja família possui um castelo na Alemanha, o castelo de Lerbarch, provavelmente eu faria parte da classe dos nobres e receberia uma educação privilegiada proporcionada pelo clero, assim, acredito que seria mais nojenta ainda do que sou hoje.
Consegui fazer você rir? Espero que sim, porque realmente nunca me imaginei em outra época e vou pensar a respeito e fazer esta tarefa em outro momento. A próxima etapa do nosso desafio é uma análise futurista da minha realidade atual, acho que vai ser mais fácil escrever assim.
Espero que goste deste texto porque escrevi com muito carinho para você, "meu anjo sem asas". Um grande beijo e um abraço bem carinhoso. Te amo!
Patrícia Lerbarch
22 de abril de 2009
20h41min
segunda-feira, 13 de abril de 2009
RIR ATÉ CHORAR
Você já parou para pensar o quanto é bom rir? Rir mesmo, de gargalhar... rir até chorar...
Eu não me lembro qual foi a última vez que isso aconteceu comigo, mas confesso que gosto muito de rir. Mas rir de verdade, rir até o canto da boca e as bochechas doerem, rir de ficar com dor na barriga e de deixar as lágrimas rolarem sem censura.
Pensando melhor agora, me recordo de uma reunião que tive com algumas amigas há algum tempo... nesta reunião, uma de minhas amigas contou algumas de suas histórias hilárias, que me fizeram chorar de rir, gargalhar até sentir dor na barriga e nas bochechas.
Foi muito bom sentir aquele prazer, o prazer que só é sentido quando se é feliz de verdade, sem se preocupar com quem está por perto te olhando ou julgando o que quer que seja que você está pensando, fazendo, dizendo, sentindo...
Sabe há quanto tempo que não rio de chorar, ou choro de rir? Também não sei, mas acabei de descobrir que faz tempo demais...
Quer rir comigo até suas bochechas doerem e as lágrimas rolarem pelo seu rosto? É só vir até mim que estou disposta a relembrar este prazer tão maravilhoso que há tempos não gozo.
Eu não me lembro qual foi a última vez que isso aconteceu comigo, mas confesso que gosto muito de rir. Mas rir de verdade, rir até o canto da boca e as bochechas doerem, rir de ficar com dor na barriga e de deixar as lágrimas rolarem sem censura.
Pensando melhor agora, me recordo de uma reunião que tive com algumas amigas há algum tempo... nesta reunião, uma de minhas amigas contou algumas de suas histórias hilárias, que me fizeram chorar de rir, gargalhar até sentir dor na barriga e nas bochechas.
Foi muito bom sentir aquele prazer, o prazer que só é sentido quando se é feliz de verdade, sem se preocupar com quem está por perto te olhando ou julgando o que quer que seja que você está pensando, fazendo, dizendo, sentindo...
Sabe há quanto tempo que não rio de chorar, ou choro de rir? Também não sei, mas acabei de descobrir que faz tempo demais...
Quer rir comigo até suas bochechas doerem e as lágrimas rolarem pelo seu rosto? É só vir até mim que estou disposta a relembrar este prazer tão maravilhoso que há tempos não gozo.
domingo, 12 de abril de 2009
Me recuso a dar um título a este texto
Alguém disse certa vez que homem algum é uma ilha; mas bom seria se pudéssemos ser, ao menos uma vez, uma ilha, isolados de outros e todas as cargas que estes outros trazem consigo.
A solidão sempre fez parte da minha vida, mesmo nos momentos mais "povoados" eu me sentia só, triste e desamparada. Às vezes a solidão é tão tênue que pode ser até tocada, ou mesma repartida com uma faca...
Se aprendi alguma coisa neste meu curto tempo de vida, é que a vida é curta, e o tempo se esvai como os grãos de areia numa ampulheta. Se assim o é, porque marcamos passos sobre caminhos que sabemos que não nos levarão a lugar algum? Por que não buscar um novo ângulo para analisar a vida senão aquele que nós deixa infelizes e nos sentindo sós?
Talvez porque não tenhamos sido ensidados a lutar pelo que "realmente" queremos, aquilo que "realmente" nos faz felizes, mas sim buscar o que é conveniente, cômodo, adequado...
De uma coisa estou certa, a vida nunca é o que ela aparenta ser, ela nunca se apresenta "realmente" nua e crua, muito pelo contrário, ela procura nos engabelar, nos enrolar, mostrando-se dócil, fácil, simples, para que nós, quando a achamos complicada, nos sintamos culpados por isso e tenhamos vontade de nos isolar numa ilha...
A solidão sempre fez parte da minha vida, mesmo nos momentos mais "povoados" eu me sentia só, triste e desamparada. Às vezes a solidão é tão tênue que pode ser até tocada, ou mesma repartida com uma faca...
Se aprendi alguma coisa neste meu curto tempo de vida, é que a vida é curta, e o tempo se esvai como os grãos de areia numa ampulheta. Se assim o é, porque marcamos passos sobre caminhos que sabemos que não nos levarão a lugar algum? Por que não buscar um novo ângulo para analisar a vida senão aquele que nós deixa infelizes e nos sentindo sós?
Talvez porque não tenhamos sido ensidados a lutar pelo que "realmente" queremos, aquilo que "realmente" nos faz felizes, mas sim buscar o que é conveniente, cômodo, adequado...
De uma coisa estou certa, a vida nunca é o que ela aparenta ser, ela nunca se apresenta "realmente" nua e crua, muito pelo contrário, ela procura nos engabelar, nos enrolar, mostrando-se dócil, fácil, simples, para que nós, quando a achamos complicada, nos sintamos culpados por isso e tenhamos vontade de nos isolar numa ilha...
sábado, 11 de abril de 2009
Afinal, o que é Páscoa?
-Papai, o que é Páscoa?
-Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
-Igual ao Natal?
-É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa,se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
-Ressurreição?
-É, ressurreição. Carmen, vem cá!
-Sim?
-Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
-Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o queaconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Eleressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
-Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
-O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
-Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
-É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
-O Espírito Santo também é Deus?
-É sim.
-E Minas Gerais?
-Sacrilégio!!!
-É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?
-Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
-Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
-Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
-Coelho bota ovo?
-Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
-Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
-Era... era melhor, sim... ou então urubu.
-Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia ele morreu?
-Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
-Que dia e que mês?
-Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
-Um dia depois!
-Não três dias depois.
-Então morreu na Quarta-feira.
-Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas?Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
-Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
-É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
-O Judas traiu Jesus no Sábado?
-Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta!!!
-Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
-Ui...
-Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
-Cristo. Jesus Cristo.
-Só?-Que eu saiba sim, por quê?
-Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
-Ai coitada!
-Coitada de quem?
-Da sua professora de catecismo!
-Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
-Igual ao Natal?
-É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa,se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
-Ressurreição?
-É, ressurreição. Carmen, vem cá!
-Sim?
-Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
-Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o queaconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Eleressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
-Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
-O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
-Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
-É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
-O Espírito Santo também é Deus?
-É sim.
-E Minas Gerais?
-Sacrilégio!!!
-É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?
-Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
-Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
-Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
-Coelho bota ovo?
-Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
-Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
-Era... era melhor, sim... ou então urubu.
-Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia ele morreu?
-Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
-Que dia e que mês?
-Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
-Um dia depois!
-Não três dias depois.
-Então morreu na Quarta-feira.
-Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas?Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
-Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
-É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
-O Judas traiu Jesus no Sábado?
-Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta!!!
-Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
-Ui...
-Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
-Cristo. Jesus Cristo.
-Só?-Que eu saiba sim, por quê?
-Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
-Ai coitada!
-Coitada de quem?
-Da sua professora de catecismo!
Luiz FernandoVeríssiomo
sexta-feira, 10 de abril de 2009
VIDA REAL
A vida é um emaranhado de sentimentos e emoções que vão se entrelaçando mo do dia a dia e transformando a nossa existência, sem que nós nos demos conta do quanto estamos envolvidos com o que fazemos, com quem convivemos e o que realmente somos.
Desde muito cedo aprendemos a viver em sociedade. Mas não a sociedade real, uma sociedade que esconde sua face diante de pessoas que se conduzem convenientemente, ou que se portam como corretas apenas para conquistarem nossa confiança e retirarem de nós o que temos de melhor, de mais precioso, de mais puro.
A sociedade real exclui os mais fracos, aqueles que não sabem se defender ou se virar sozinhos diante das dificuldades da vida. Estes excluídos, obrigados a conviver nesta sociedade, posto que é a única existente, aprendem a disfarçar seus sentimentos, suas emoções e a engolir suas frustrações.
Diante desta situação nos deparamos com pessoas que escondem a sua própria identidade, que passam a vida inteira se mostrando uma pessoa que realmente não são, com sentimentos que não são seus, e emoções que não gostariam de sentir.
Estas pessoas se escondem por trás de felicidades artificiais, conquistadas com muito esforço e trabalho que não lhes traz prazer, apenas uma sensação agradável momentânea, que, quando passa, deixa um gosto amargo na boca e que aos poucos vai criando vincos no rosto, nas mãos e no coração destas pessoas que acabam por não deixar apenas o gosto amargo na boca, mas também toda uma existência amarga.
A conseqüência disso é um círculo vicioso que leva a maioria das pessoas a não compreenderem o real sentido de suas vidas, após uma vivência de vários anos, e a transferirem esta frustração a seus descendentes e a sociedade da qual fazem parte, o que parece não ter fim e alimentar o tal círculo...
Confuso, não é? Não é não... é vida real... reflita sobre isso e verá que tenho razão!
Desde muito cedo aprendemos a viver em sociedade. Mas não a sociedade real, uma sociedade que esconde sua face diante de pessoas que se conduzem convenientemente, ou que se portam como corretas apenas para conquistarem nossa confiança e retirarem de nós o que temos de melhor, de mais precioso, de mais puro.
A sociedade real exclui os mais fracos, aqueles que não sabem se defender ou se virar sozinhos diante das dificuldades da vida. Estes excluídos, obrigados a conviver nesta sociedade, posto que é a única existente, aprendem a disfarçar seus sentimentos, suas emoções e a engolir suas frustrações.
Diante desta situação nos deparamos com pessoas que escondem a sua própria identidade, que passam a vida inteira se mostrando uma pessoa que realmente não são, com sentimentos que não são seus, e emoções que não gostariam de sentir.
Estas pessoas se escondem por trás de felicidades artificiais, conquistadas com muito esforço e trabalho que não lhes traz prazer, apenas uma sensação agradável momentânea, que, quando passa, deixa um gosto amargo na boca e que aos poucos vai criando vincos no rosto, nas mãos e no coração destas pessoas que acabam por não deixar apenas o gosto amargo na boca, mas também toda uma existência amarga.
A conseqüência disso é um círculo vicioso que leva a maioria das pessoas a não compreenderem o real sentido de suas vidas, após uma vivência de vários anos, e a transferirem esta frustração a seus descendentes e a sociedade da qual fazem parte, o que parece não ter fim e alimentar o tal círculo...
Confuso, não é? Não é não... é vida real... reflita sobre isso e verá que tenho razão!
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